Ainda falando sobre os meus primeiros nudes decidi postar uma foto antiga.

Porque esse mesmo corpo nu cheio de perebas e feridas é esse corpo lindo com uma pele sedosa e borboletas tatuadas nas costas dessa foto antiga. Meus primeiros nudes são esses.

E essa pele, sadia ou não, deseja a mesma coisa, doente ou não. Deseja os mesmo toques, os mesmos beijos, os mesmos carinhos, o mesmo suor…

Nessas horas também reflito sobre o amor. Sobre quem nos toca independente de como estamos. Quem nos quer independente do que expomos. Quem nos ama independente da nossa aparência. Psoríase, pereba, ferida… Isso são chagas na pele, não no espírito.

O espírito é o mesmo. O corpo é o mesmo. A mente é a mesma.

Ainda amo, penso, sonho, desejo, vejo, reflito… Ainda quero sair, dançar, beber, conversar, ir ao cinema, beijar, foder…

Ainda quero sentir mãos me tocando, bocas me beijando, pernas entrelaçadas às minhas…

Embora saiba que minha pele não é tão agradável quanto era antes. Nesse momento.

Eu sou bipolar. Bipolar pra caralho! O que mais me mata não são as psoríases. O que mais me mata é ficar “fora do jogo”, é não estar “na pista”, não curtir a noite, estar hipersexualizada e não poder hipersexualizar!

Haja depakote, alprazolam, zetron, e outros remedinhos pra me segurar…

Haja resiliência!

Meus primeiros nudes ainda estão por vir! Me aguardem!