Deadpool foi uma surpresa maravilhosa que ganhei nessas férias em Atibaia. Minha amiga comprou o dvd e num dos dias chuvosos em que não pudemos sair aproveitamos para assistir.

Eu sabia que era um filme diferente dos demais. Sabia que era um “super-herói” diferente dos outros. Mas não tinha ideia de como ele era espetacular. Ele é o meu tipo de super-herói.

Pra falar a verdade, eu não conheço muito o universo dos HQ´s, quadrinhos, Marvel e super-heróis. Então, precisei pesquisar bastante sobre o personagem e sua história.

Quando procurei conhecer os quadrinhos de Deadpool percebi que era diferente das histórias dos outros super-heróis. E não apenas pela óbvia doideira do personagem, mas por que suas histórias não se levam a sério.

Como eu não conhecia porra nenhuma sobre porra nenhuma, cada momento foi uma surpresa.

Deadpool é conhecido como o Mercenário Falastrão da Marvel Comics e desta vez o personagem foi totalmente reformulado para que mantivesse fidelidade às revistas, ao contrário de sua primeira aparição no filme X-Men Origens – Wolverine.

O filme conta a história do ex-agente das Forças Especiais e mercenário Wade Wilson.

Ao descobrir que tem câncer, Wade se submete a um sinistro experimento que o deixa com poderes, mas destrói sua aparência. Ele adota o alter ego de Deadpool e armado com suas novas habilidades e um senso de humor negro e distorcido persegue o homem que quase destruiu sua vida.

Achei legal a opção do diretor Tim Miller por fazer uma narração intercalando passado e presente, embora no início tenha achado um pouco confuso.

A linda e sacana história de amor do início foi “fofa”. A putaria e os palavrões, pra mim, foram do caralho, pois fizeram eu me sentir “em casa”.

Acho que o Ryan Reynolds deu o tom perfeito, inclusive na introdução da quebra da quarta parede”, quando os personagens falam diretamente com o público (sabendo que suas ações não são reais e que fazem parte de um filme), uma das coisas que achei mais legal.

Alguns críticos acham que ele poderia ter ousado mais. Não sei, talvez ele tenha tomado cuidado para manter o filme apto para uma determinada faixa etária, e para que crianças e adolescentes pudessem assistir. Eu, por exemplo, deixei a minha filha de 15 anos assistir, tapando os olhos em algumas cenas.

Acho que os vilões foram meros coadjuvantes e foram bem apagados. Suas atuações foram super escrotas e sem graça. Atuações mega plastificadas e superficiais.

O Ryan Reynolds tá foda no papel de Wade e de Deadpool. Amei as piadas, os trejeitos, a maquiagem, a fantasia, amei tudo. As lutas foram muito boas e não deixaram a desejar a nenhum bom filme de ação e de efeitos especiais.

Achei muito legal as citações e zoações que foram feitas, debochando de tudo, desde o Lanterna Verde ao escroto Deadpool de X-Men Origens: Wolverine, do próprio Ryan Reynolds, sobrando até para o Hugh Jackman (o Wolverine). Um puta senso de humor e de jogo de cintura.

Os personagens de X-Men que participam do filme deram um toque especial e acho que foram super bem aproveitados. Colossus e Míssil Adolescente Megassônicofazem o final ficar mais especial ainda.

E o amigo do Wade, o Weasel, interpretado por T.J. Miller, merece um elogio à parte, pois ele é uma figura e arrasa quando aparece. Faz o típico amigo de super herói – engraçado, bobão, atrapalhado e fofo. Ele faz mais sucesso do que os vilões.

A namorada de Wade, Vanessa, interpretada por Morena Baccarin, também manda muito bem, mas infelizmente, não tem muito tempo de tela. Acho que podiam ter aproveitado mais ela.

Deadpool é um filme com um roteiro simples, que não pretende se levar tão a sério, mas que consegue prender a atenção do público, um público exclusivo para esse tipo de filme e personagem, e que cumpre o que promete. Faz piada de absolutamente tudo, com muitos palavrões e bastante escracho.

Eu recomendo a todos. Ri pra caralho e me diverti muito. Minha filha também, embora tenha ficado um pouco tímida e envergonhada com algumas cenas. Deadpool é bom pra cacete.