Tudo começou porque apareceu um post no meu Facebook sobre a lista dos dez filmes mais felizes do Netflix e nessa lista estava o filme “Hector e a busca pela felicidade”. Eu não concordei com a lista, mas meu TOC foi ativado e, como sempre, passou a ser uma questão de vida ou morte ver todos os filmes da lista.

O primeiro filme da lista era “Hector e a busca pela felicidade” e embora ele não tenha me conquistado de primeira eu decidi assisti-lo porque quis começar do número um da lista.

O filme é sobre um psiquiatra que leva uma vida extremamente óbvia e organizada com uma namorada obcecada por organização e planejamento e que começa a entrar em crise quando percebe que não aguenta mais os pacientes e a vida que ele leva. Ele percebe que não está feliz e que seus pacientes também não estão e decide entrar numa busca pelo significado da felicidade.

Inicialmente eu achei a ideia do filme idiota. Em alguns momentos eu achei que o filme não tinha absolutamente nada de “filme feliz” por entrar em cenas que mostravam situações difíceis e extremamente perturbadoras. Mas no final das contas o filme é fantástico!!!

É o tipo de filme que todo mundo tem que ver o quanto antes e que nos leva a refletir verdadeiramente sobre a felicidade e sobre as nossas próprias vidas.

O que é a felicidade para você? É ter dinheiro? É amar e ser amado? É ser casado, ter filhos? É ser bem sucedido profissionalmente? É realizar uma lista de sonhos de adolescente? É conhecer o mundo? É ser admirado ou admirada por sua beleza?

Felicidade é um conjunto de coisas? É algo utópico ou pode ser alcançado? É permanente ou não? É tangível, é invisível, é impossível, é possível?

Sabemos como e se somos felizes?

Achei a atuação dos atores sensacional e o roteiro fantástico. Amei as questões levantadas e o fato dele  buscar a resposta em lugares tão diferentes e com situações tão pitorescas.

“Hector e a busca pela felicidade” não é um filme comercial estilo Blockbuster. É um filme que a maioria das pessoas consideraria chato, cult, mas vale muuuito a pena ver e eu recomendo pra caralho pra todo mundo, principalmente para os jovens.

Não esperem muito do final, pois achei o fraco do filme. O final é um tanto enfeitado e óbvio para um filme tão profundo nas questões levantadas durante o início e o meio.

“Evitar a infelicidade não é o caminho para a felicidade”. Essa é uma das sacadas do personagem durante o filme que mexeu bastante comigo e que eu anotei pra colar na porta da geladeira pra nunca mais esquecer. O filme tem várias sacadas assim, bem específicas e profundas pra cacete, do tipo que precisamos anotar mesmo!!!

Terminei o filme olhando pro meu marido dormindo e roncando ao meu lado e levantei pra admirar a minha filha dormindo calmamente no quarto iluminado pelo imenso abajur em forma de globo com luz azul. Pensei em quantas vezes buscamos a felicidade fora de nós e fora do que possuímos, como se o que tivéssemos não tivesse valor.

Enquanto passarmos a vida toda em uma busca irreal e interminável pela ilusão dessa felicidade utópica e tão almejada ficaremos impossibilitados de enxergar a verdadeira felicidade e usufruir dela. Fica a dica!

E espero sinceramente que todos vocês, que todos nós, sejamos felizes!!!