Eu só assisti ao filme “O vazio de domingo” porque era novidade no Netflix e lançado em 2018 mesmo. Não tinha expectativas, não tinha ideia do que viria pela frente.

Nada do que eu falar aqui sobre o filme conseguirá descrever a imensa poesia que é cada cena assistida. O cuidado com cada detalhe, o silêncio presente o tempo todo, a constante inércia nos momentos, tudo isso dá um toque especial.

“O vazio de domingo” não é um filme para ser assistido por qualquer um. É um filme muito lento, silencioso e reflexivo. Mas as escolhas das cenas e dos cenários para representar cada sentimento, emoção ou fala fazem dele uma obra de arte.

O filme foge do óbvio e de todos os clichês esperados, portanto não esperem soluções comuns para os dilemas do roteiro maravilhoso. Tudo o que se espera que aconteça, não acontece. Entretanto, possui uma linearidade incrível na maneira como pequenos gestos e atitudes representam uma relação que não existia na história de duas vidas.

As atuações são impecáveis e o final… bem, o final…

“O vazio de domingo” faz parte da seleção oficial da Mostra Panorama do 68º Festival de Berlim e é competidor na categoria Narrativa Internacional do Festival de Cinema de Tribeca 2018.

Não estou querendo falar muito pois, nesse caso, é uma experiência muito pessoal e profunda, e qualquer coisa que eu fale pode tirar a emoção de uma palavra no filme. Assistam! Mas, lembrem-se de que não é um filme comercial, blockbuster.