Quero começar dizendo que sigo a Tatá Werneck em todas as redes sociais e soube do filme TOC antes mesmo dele ser lançado. Minha ansiedade para assistir ao filme era intensa.

Eu tive fases de sofrimento por causa dessa doença num nível  tão intenso que eu praticamente não dormia. A minha vida era um inferno. A vida do meu marido era um inferno também. Até eu ser medicada corretamente e resolver os gatilhos mais sérios que a pioravam.

Minha irmã me convidou para assistir com ela e levamos nossas filhas adolescentes de 14 e 15 anos.

Quando o filme começou achei que era o filme errado, ou que eles tinham “viajado” muito no roteiro. Demorei a entender o contexto. Mas, ok, quando entendi até achei legal, pertinente. Gostei da produção. Foda!

Eu adorei a história e a emoção da personagem da Tatá Werneck. Foi uma história linear, que teve um sentido, que teve uma mensagem, que me passou um sentimento.

E em relação a isso, eu amei o final do filme. Eu achei o final do filme muito foda. Eu não queria levantar da cadeira do cinema enquanto não acabasse aquela mixagem fodarástica do foda-se.

Quanto ao filme de uma maneira geral, eu achei super confuso, completamente desconexo, absolutamente impróprio para a minha filha e sobrinha adolescentes, com cenas super pesadas para elas, e totalmente sem ligação com a doença do TOC propriamente dita.

Deveriam mudar a porra do título.

Tirando uma leve obsessão por linhas no chão, e uma cena ridícula com algumas coisas que um obsessivo normalmente faria, a personagem não tem nenhuma característica que realmente lembre um obsessivo compulsivo.

E isso teria ficado fantástico na personagem se tivesse sido usado de uma maneira melhor.

A Vera Holtz como sempre está estonteante. Ela é um mulherão e se destaca.

O Daniel Furlan quase rouba as cenas quando aparece, pois ele é fantástico! Ele foi uma ótima surpresa e prendeu a minha atenção e me fez rir muito. Foi um dos motivos do filme ter valido a pena.

O personagem do Bruno Gagliasso é um babaca, ok, todo mundo percebe, mas acaba sendo um exagero desnecessário, que destoa de todo o restante da história que está acontecendo.

O Luis Lobianco também está incrível como o fã stalker e psicopata. Adorei ver ele no filme e acho que ele arrasou.

Adorei a fotografia e os efeitos especiais. Acho que eles deram um toque muito legal no filme que tinha tudo a ver com a loucura e a viagem que o filme propõe.

Mas achei o roteiro uma merda. O filme confunde o espectador que não sabe se está vendo um drama ou uma comédia fraca, mas tem cenas fortíssimas em que as pessoas ficam chocadas.

Tirando a história da personagem principal, o resto do filme é um samba do crioulo doido, é uma bagunça. Parece que nada se conecta. Histórias paralelas ridículas que não fazem o menor sentido, ou fazem, mas ficaram mal contadas na edição, sei lá.

Saí do cinema mega decepcionada. E puta com a porra do título. E preocupada com as meninas e as cenas que elas tinham visto.

Recomendo o filme, pois a mensagem principal é muito boa e o final é realmente muito foda. Mas já aviso que o filme em sim é uma merda. Não é uma comédia!!! Tá mais pra drama. Só pra avisar!

E não esperem nada de TOC, pois sobre a doença, de verdade, só tem umas referências ridículas. Quem tem TOC de verdade vai entender o que eu estou falando.