Ok. Vou começar meu post dizendo que o filme é um clichê, que os atores tem uma atuação bem mediana, principalmente o Gerard Butler e que os críticos odiaram. Mas eu ameeeeei! Um homem de família foi uma terapia e uma puta reflexão para mim e eu achei o filme espetacular. Pronto, falei.

Concordo com os críticos a respeito de tudo o que uma análise acadêmica e profissional diria do filme, mas a experiência do filme em si não se resume apenas a isso. Como expectadora eu tive uma catarse que não tinha há muito tempo indo ao cinema. E chorei. Pra caralho.

Quero fazer um elogia especialmente ao menino Maxwell Jenkins, que na minha opinião teve a atuação mais espetacular do filme. Ela transmite uma emoção e uma verdade ao personagem que consegue fazer com que nos coloquemos no lugar dele. E é impressionante como consegue representar bem as mudanças que ocorrem do início ao fim do filme.

O Gerard Butler atua como Gerard Butler. Não consegui ver verdade nas passagens significativas que o personagem sofre durante o filme. Um homem de família não consegue ser bem representado por ele, que é uma mistura de Mike de “Verdade Nua e crua” com  Gerry de “Ps:Eu te amo” e uma pitada de Rei Leônidas de “300”.

Os artistas coadjuvantes parecem enfeites colocados no filme com exceção do William Dafoe, que apesar de estar fazendo um papel mais clichê ainda do que o do Gerard Butler divide bastante tempo de tela e de importância com ele. No sentido de que quando ele aparece ele se faz notar.

Um homem de família se tornou um dos meus filmes preferidos pela maneira como conta a história, não pelos personagens. Me apaixonei pelos detalhes, pela sensibilidade com coisas que passariam desapercebidas, pelos links que conectavam a essência do filme e os personagens.

Um homem de família é um filme atual. Fala das famílias de agora. Do desespero de agora. Dos nossos homens de família, dos nossos maridos, pais, irmãos, filhos, amigos. Fala de nós mulheres, da nossa dor, da nossa solidão, dos nossos filhos e da nossa família. Fala de caráter e do que a vida tem feito conosco.

É um recado. Quem tiver sensibilidade e inteligência, vai entender e ter a oportunidade de escolher fazer uma mudança enquanto é tempo.

Um homem de família é uma segunda chance.