No dia 11/12/2016 eu me aventurei no primeiro evento vegano da minha vida. Minha filha, depois de ver vários vídeos horríveis sobre mal tratos com animais, de uso animais de como cobaias, de como são feitos os alimentos e produtos que comemos, decidiu se tornar vegetariana e, progressivamente, vegana. Ela começou me fazendo trocar a maioria dos produtos que usamos em casa, de higiene e limpeza e depois partiu para a alimentação. No começo achei que era fase, que ela não aguentaria isso por uma semana, mas a verdade é que a minha filha tem uma puta personalidade e acho que isso vai ser pra vida toda. Todos nós em casa estamos mudando por causa dela.

Eu decidi ir no festival vegano para entender melhor como funciona tudo isso. Queria experimentar como era a comida vegana e, principalmente, que ela experimentasse. O que eu não imaginava é que eu fosse encontrar um ambiente fantástico, cheio de gente de luz, com um som delicioso tocando o tempo todo, muitas barracas maneiras, e um clima meio hippie, meio Woodstock.

Começamos experimentando a “coxinha de jaca”. Vou confessar que só fiz isso achando que ela ia comer aquilo, ia odiar e ia ver que não era tão fácil assim ser vegana. Entramos numa fila imensa, pois todo mundo queria a tal da coxinha e ainda fomos avisados de que tinha sobrado apenas dez para fritar. Tenso isso! Eu fui até o dono da barraca e pedi pelo amor de Deus para ele garantir as nossas, expliquei que minha filha tinha se tornado vegana há dias e que se ela não comesse aquilo ela voltaria a ser carnívora  e coisa e tal… Me desesperei! rsrsrsrs

Pegamos nossa coxinha, peguei o cartão deles e encostamos num lugar para provarmos. Puta que pariu, não é que a coxinha era boa? Eu nunca diria que era uma coxinha vegana. Se ninguém tivesse contado, acho que  nenhum de nós notaríamos. Comi de lamber os beiços.

Continuamos de barraca em barraca. Parei na barraca de sabonetes e perfumes veganos e quase flutuei de tão bom que eram os cheiros. Óleos maravilhosos, sabonetes super naturais, lindos, embalados tão carinhosamente que dava pena de abrir. Depois minha filha comeu um pastel integral de cogumelos e tomou um refrigerante de guaraná que não era comercial, parecia ser algo “natural”, também. Comemos pães sem glúten e ficamos um tempão conversando um um casal muito gente boa que vendia produtos de higiene fantásticos, inclusive um shampoo em barra que eu certamente vou comprar para mim na próxima feira.

Mostrei tudo para minha filha e expliquei sobre custo X benefício, sobre a necessidade de aprender a usar os produtos, pois eram muito diferentes dos comerciais e muito mais caros, mas que se usados corretamente duravam muito mais. Aprendemos muito sobre a alimentação vegana e opções para substituir as proteínas. Vimos uma barraca que tinha hambúrgueres veganos que pareciam estar maravilhosos, mas ninguém aguentava provar nem comer mais nada.

Saí de lá com vontade de mudar também. Não de me tornar vegana, ainda não tenho condições para isso. Não tenho a força e a personalidade da minha filha. Ela é foda! Mas saí com a vontade de mudar meus hábitos, de contribuir para a sustentabilidade, para a ecologia, para o meio ambiente. Tenham certeza de vamos mudar todos os nossos produtos aqui em casa e que em breve não usaremos mais nada que não seja sustentável e ecológico, e que não tenha afetado nosso meio ambiente de forma agressiva ou nenhum animal.

Sugiro que todos tenham a humildade de pelo menos ir conhecer e tentar saber mais! Vale a pena! Minha filha tem me ensinado muito e eu tenho a mente bastante aberta para aprender com ela.