Para entender a impermanência que o Budismo prega a melhor maneira é se tornando uma dona de casa.

A impermanência existe em cada coisa que fazemos e que as pessoas desfazem logo depois dentro do nosso lar. A louça que lavamos e que as pessoas sujam e jogam na pia.

A comida que fazemos durante uma manhã inteira e que acaba em poucos minutos na hora da refeição.

A roupa que lavamos num processo super complicado de molho, esfregar, lavar, secar e que é suja num único dia de uso e colocada no cesto de roupa suja no mesmo dia.

A cama que é arrumada todo dia de manhã para ser desarrumada quando as crianças chegam da escola e pulam nela ou quando vamos dormir à noite.

Enfim, a maior prática budista da impermanência e da meditação acontece dentro do nosso próprio lar (risos).

Tenho certeza de que a maioria dos leitores que tomam conta das suas próprias casas vão se sentir assim, né?