Ele estava sentado nos degraus da escada do terminal de ônibus. Ao seu lado uma caixa de engraxate e um pedaço de pano sujo.

Olhava fixamente para a imensa TV de plasma que passava um filme infantil de animação. Comia um pedaço de pão francês e ria sem parar das travessuras cometidas pelos personagens do filme.

Era o típico engraxate, com seus cerca de 14 anos e vestido precariamente. O que o diferenciava dos outros era a felicidade em seus olhos. Passei por ele quando ia pegar o ônibus para casa e ele me lembrou um sábio conselho:

aproveitar as coisas simples da vida e esses súbitos momentos que aparecem no meio do dia, em qualquer lugar.