Impossível ser poeta sendo apenas normal.
Poeta, o verdadeiro poeta, tem um “quê” de marginal,
caminha entre dois mundos, há tanto para colher
da pior dor, do pior veneno, goza o vício de escrever.

Ah, esses poetas de merda enfeitando páginas, letras,
não sabem que é de álcool, drogas, sexo, o leite dessas tetas, e
sem o gosto amargo e o vazio, sem os cortes de estiletes
não são nada, são rascunhos, bostas é que são esses.

Poetas do éter, do fogo, das águas, da terra, da Terra…
vivem de estações, das loucuras de suas próprias guerras,
doentes, viciados, deprimidos, psicóticos e oprimidos
poetas, artistas, expressões dos Deuses, mortos ou vivos.

Vendo minha alma por meus versos e consumo o que me destrói,
meu diploma de poeta forjado com o que mais dói,
sem estrutura poética, versos coerentes, despejo o que me vem,
nasci poeta, condenada, sem minha arte sou ninguém.

(escrito em 11/06/2009 depois de ver um puta filme, com um puta artista sobre um puta artista… Piñero… cara doido, viciado, ex-atual-futuro presidiário, bissexual, super sexual, sensual, cheio de arte e poesia, consumido pelo vício da vida e do prazer… só sei que esse cara podia ser eu ou você)